Friday, April 23, 2010

Já que eu não podia ter cachorro...

Sentada na minha cama fofinha, ao lado do meu fiel escudeiro Fuinha. Olhando pra parede, sinto falta do Eddie. Ele era um peixe betta vermelho, bem bonito, que chegou aqui em casa já adulto e passou três anos comigo.

No Carrefour perto de casa, tinha uma loja de peixes ornamentais e aquários. Enquanto meus pais estavam fazendo compras, eu adorava ir lá e passava muito tempo olhando os peixes. Tinha neon, carpas japonesas, acarás disco... mas eu gostava muito dos bettas. Não sei o motivo da minha empatia, mas com certeza não foi pela beleza (mesmo esses peixes sendo belíssimos).

Honestamente, eu gostava do brilho e da rapidez dos neons, da graciosidade das carpas japonesas e da capacidade de sumir de perfil que o acará disco tinha. No entanto os bettas... ah eles são encantadores! Primeiro por serem muito resistentes. Plantinha, filtro aerador?! Namm! Não precisa. Água torneiral?? Tá valendo! Os bettas conseguem viver num ambiente com pouco oxigênio (não poluído!) porque ele possui estruturas que são capazer de obter oxigênio do ar. A maioria das pessoas acha que são peixes solitários e extremamente agressivos. O Eddie mesmo se estressava quando eu colocava o espelho na borda do aquário. Era de lascar e vamos mostrar quem é que manda aqui!! :) Tá, eu concordo que, com o passar do tempo, eles foram selecionados por cruzamentos para atender a vontade de criadores que os utilizam pra brigas e, dessa forma, ganharam tal fama. Inclusive, em Portugal, os "purtuguesis" o chamam de Combatente. Porém, o que nem todo mundo sabe é que se as espécies que estão ao seu redor forem pacíficas, eles conseguem conviver sem problemas.

Sinto saudade de acordar e fingir que ainda estou dormindo só pra enganar o Eddie. Ele sabia a hora que eu dava comida, então era assim todo dia: acorda>>espreguiça>>senta>>levanta>>"Bom dia, Fuinha!">>"Bom dia, Eddie!">>estalava os dedos>>colocava comida pro Eddie. Ele ficava parado sempre no mesmo lugar, de frente pra mim, esperando que eu me mexesse. Assim que eu me mexia, e sentava na cama, ele ficava num estado elétrico dentro do aquário, abanando a cauda, quase como um cachorro! E sempre na região mediana do aquário. Era só eu me aproximar que ele movia em direção à superfície (provavelmente esperando o rango, né?). Era bom acordar e vê-lo mudar de comportamento. E eu adoraaaava fingir de dorminhoca só pra ver melhor essa transição. Era quase como se ele soubesse que fazia parte da minha rotina, e como consequência, de mim também.

Acho que com o passar do tempo, eu me tornei um pouco betta... um pouco Betta splendens!! E percebo que a gente deveria ter um olhar mais cuidadoso em relação às pequenas atitudes e comportamentos de pessoas (e nesse caso, de animais) que passam nas nossas vidas. A gente nem sempre ensina algo, mas com certeza, a gente sempre aprende.

;)

P.S.: Esqueci de dizer que o Eddie tinha uma cabeça esquisita, meio torta, sabe... Aí, eu dei o nome em homenagem ao Eddie the Head, bródi dos Iron Maiden.

P.S.2: O Eddie foi enterrado embaixo do pé de pau-Brasil que plantamos no final da ala sul do ICC/UnB em 2004. [Eu já plantei uma árvore, agora falta escrever um livro e ter um filho, segundo o poeta José Martí hahahahahahah] ;)

Monday, April 19, 2010

Estudante da UnB é preso e torturado após manifestação contra eleição indireta

Não preciso fazer mais comentários. O relato do autor, Diogo Ramalho, que foi torturado, é suficiente para atestar a barbárie:


Do protesto à tortura

Sábado, dia 17 de Abril de 2010, foi mais um dia que entrou para a História do Distrito Federal, dentro do contexto da maior crise Institucional-Política já enfrentada pela Capital desde sua Fundação, 50 anos atras. Os protestos se iniciaram na sexta-feira a noite, através de uma vigília convocada pelo Movimento Fora Arruda e Toda Máfia em frente à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na vigília houve músicas, brincadeiras como Mímica e reflexões.

O sábado começou agitado, das cerca de 30 pessoas que dormiram na vigília, às 14h da tarde o número saltou para quase 300 pessoas , uma hora antes de iniciar a seção da Câmara que elegeu o escolhido de Arruda pra Governar Interinamente o Distrito Federal até 31 de Dezembro. Estudantes, trabalhadores, cidadãos vieram de toda parte do DF protestar contra uma eleição totalmente ilegitima, que dos 24 votantes do seu colégio eleitoral, 10 parlamentares e suplentes foram flagrados na Operação Caixa de Pandora: a Eurides da Bolsa, o Geraldo Naves que saiu da Penitenciaria 4 dias antes da votação, entre outros.

Às 15h, quando iniciava-se a seção dentro da Câmara, na rua que dá acesso à CLDF manifestantes atearam fogo em pneus interditando por 10 minutos a via. Às 16h dezenas de manifestantes tentaram entrar na galeria para garantirem o ideal democrático de que na casa do povo, o povo, não pode ser impedido de entrar, ainda mais quando em nome dele, corruptos decidem. A resposta imediata da polícia militar, sobre o comando do Coronel Silva Filho (aquele que em 09 de Dezembro, a mando de Arruda, massacrou com cavalaria e muita violência 5mil cidadãos que protestavam em frente ao Palácio Buriti) foi de repressão violenta, cacetadas para todo lado, gás de pimenta, socos e pontapés. 20 pessoas ficaram feridas, 8 tiveram que ser atendidas em hospitais, 2 policias se feriram, 6 pessoas foram presas. Eu fui o segundo a ser preso.

Quando prenderam o primeiro companheiro, eu era um dos que gritavam para soltá-lo, e gritei bem forte várias vezes "Vocês têm que prender os filhos da puta que estão aí dentro votando em nosso nome". No meio do caos, muita confusão, um tenente já conhecido meu de outros protestos, olhou no meu olho enfurecido e disse que prenderia a mim. Eu disse "Prende então, não estou fazendo nada". Fui preso por desacato a autoridade.

A PM estava enfurecida, mas fui conduzido primeiro para a 2º DP, onde já encontrei rapidamente com o advogado do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia, que me orientou a ficar em silêncio até a chegada dele na DRPI, para onde eu estava sendo transferido, pois era um direito constitucional meu. Fiquei 30 minutos na viatura, sem sofrer qualquer violência dos Policiais Militares. Chegando na DRPI, ainda sozinho, na presença apenas dos 3 policiais militares e 3 policiais civis, sentei-me no banco e aguardei, então começou a tortura moral. O policial civil agente Barcelar, que me torturou fisicamente momentos adiante, iniciou o dialogo com os policias militares dizendo que esses baderneiros deviam ser todos viados, porque ao invés de estarem em casa fudendo uma mulher, estavam nas ruas protestando, e aí seguiram-se as ofensas verbais, eu, calado.

Num dado momento o agente Barcelar me perguntou se minha identidade era do Distrito Federal, eu disse que era de Minas Gerais, aí, mais ofensas "O que você tá fazendo aqui seu merda? Você nem de Brasília é seu bosta e tá protestando, puta que pariu, etc". Em seguida perguntou meu nome para puxar minha ficha, eu disse "Só vou falar quando meu advogado chegar" isso foi o suficiente para dar início a tortura.

O agente Barcelar, (ex-carcereiro por mais de 15 anos, agora trabalhando no "Administrativo") após a minha simples frase de que estava aguardando meu advogado, deu a volta no balcão de atendimento, foi até a cadeira em que eu permanecia sentado, me pegou pela camisa me jogando com violência no chão, rasgando toda a lateral da camisa, e já iniciando uma série de murros na cabeça, chute, e me arrastando pelos cabelos junto a outro agente da polícia civil, que eu não soube identificar posteriormente porque eu estava no chão, e as duas mãos do agente Barcelar a a mão do outro agente me arrastaram pelos cabelos, pelos corredores da DRPI, até chegar na cela, onde, por estar sendo arrastado lesionei a coluna na barra de ferro do chão da cela.

O agente bateu a porta da cela e disse que eu era um merda e que iria apanhar mais.

10 minutos depois o advogado e outra estudante chegaram, de dentro da cela eu escutava o agente Barcelar dizer que eu tinha me jogado no chão, de lá da cela eu gritava que tinha sido espancado. Quando o advogado chegou diante da cela, lhe disse que fui espancado, o agente chegou a admitir na frente do advogado, dizendo que me puxou pelos cabelos porque eu não quis fornecer os dados que me solicitou. Mais adiante, conforme mais pessoas chegaram, o agente passou a dizer que nada aconteceu, que eu estava com a camisa rasgada e com visíveis marcas de agressão porque me joguei no chão.

Depois, fui conduzido enjaulado em uma viatura da Polícia Civil até o Instituto Médico Legal, onde foram constatadas todas as agressões que sofri na DRPI. O mesmo agente Barcelar tomou meu depoimento e se negou a colocar no inquérito as agressões que sofri, colocando a si próprio como vitima, me acusando de ter resistido a prestar informações.

Eis o Estado de Direito, onde Parlamentares corruptos nunca vão, e quando vão, nunca permanecem presos. Eis o Estado de Direito, onde você vai preso por desacato por protestar, e quando chega sozinho na Delegacia de Polícia, é ofendido verbalmente e em seguida espancado covardemente na presença de 6 polícias.

Parabéns Brasília? 50 anos de Quê?

Diogo Ramalho é estudante de Letras Espanhol da Universidade de Brasília; membro do Movimento Fora Arruda e Toda Máfia; coordenador executivo e editor político do Jornal O MIRACULOSO.

Monday, April 05, 2010

Think different, as children do. ;)

Fim de semana para rever pessoas queridas e conhecer pessoas novas, filhos dos amigos dos amigos. E nesse bolo estavam o Artur (6 anos) e o Marco (2 anos e meio). Estávamos todos na praia.

Pra alegria da criançada, tinha uma pseudo-prancha-de-bodyboard e uma bola grande (daquelas que sempre vende no Parque da Cidade - povo de Bsb - ou durante a Festa de Santa Luzia - povo de Natal/Mossoró, sabe?). Os adultos olhando as crianças se divertindo ao longe (incluindo o Carlinhos, que tem 30 anos e pela felicidade parecia que tinha 12!).

A mãe dos dois pequenos, sentada ao meu lado, me contou que eles gostavam muito de gatos. Que um dia ela estava em casa com os três (crianças + gato) e ouviu um miado assim, como se fosse de dor, como se... como se o gato estivesse doente, morrendo, coisa esquisita, sei lá! Ela saiu e chegou na sala. Imagina a cena (com C, viu Sasha?): Artur segurando as duas patas traseiras e Marcos segurando as outras duas. O gato, ainda filhote, todo esticado, coitado, miava sem entender o que estava acontecendo. E a mãe disse: "Meninos, q que vocês estão fazendo com o A???!"

Interrompi a minha risada no meio. A??? Aaaa???? Como assim, A??

Aí ela continuou:
- É Carol, o nome do gato é A.

A inevitável pergunta: mas por quêêêê?!

- É que antes, a gente tinha uma gatinha. Pegamos no abrigo de adoção também, da mesma forma que o A. Mas como era uma gata de rua, meio doidinha, a gente deu o nome de Amy, em homenagem à Amy Winehouse.

Ok, entendi. E aí?

- Aí a Amy morreu. Também, com esse nome, não iria viver muito... hahahahahahaha Então, depois de um tempo, decidimos pegar outro gatinho no mesmo abrigo. Quando o gato chegou em casa, os dois meninos correram pra vê-lo e eu perguntei:
"Então, crianças, qual vai ser o nome do gato?"
O Artur falou logo: "A."
Mas filho, A? Só A? Que tal Alberto?
"Não, mãe, vai ser A. Só A."
"Tudo bem, mas por que A?"

E o Artur respondeu:
"Ué, o outro se chamava M de Marco, então esse vai se chamar A de Artur."

Crianças, elas pensam de um jeito totalmente diferente. =)

Wednesday, March 25, 2009

Pequenas atitudes

Às vezes é bom parar um pouco o que se está fazendo e prestar atenção ao redor. Muitos dos grandes problemas poderiam ser evitados se pequenas atitudes que realmente fazem a diferença fossem tomadas.

Eu, como todo bom aquariano, penso sempre que o futuro é logo ali. E o futuro é o conjunto das pequenas atitudes que você toma no presente. Por mais que elas não tenham efeito imediato, o efeito cumulativo pode ser observado facilmente dado um tempo.

Wednesday, February 11, 2009

Mestrado

Sempre ouvi falar que o mestrado gera traumas. Eu pensava que nem tanto, mas gera sim. Ainda mais quando as coisas não dão certo.

Quando saímos da graduação, existem vários caminhos para seguir (embora as pessoas continuem achando que as oportunidade são poucas). No meu caso, escolhi fazer mestrado, ou seja, entrar num caminho tortuoso que no final (teoricamente) me faria sentir um pouco mais cientista (Será?). Logo que passei na prova (o que foi um problema, mas essa é outra história), acabei sendo agraciada com uma bolsa de pouco mais de mil reais. Ora, até então eu tinha nas costas 24 anos de idade e 19 anos de estudo. A partir dali seriam mais dois anos, fazendo com que meu estudo, ao final do mestrado se tornasse, por direito, maior de idade e tivesse sua independência consagrada pela Constituição Brasileira (eu, particularmente, continuava dependente dos meus pais...).

Mesmo sabendo disso, decidi embarcar num projeto que parecia ao mesmo tempo audacioso e ultra-moderno. Encarei as células-tronco humanas de frente, sem medo de tomar uma chinelada depois. Passei um ano cursando disciplinas (algumas serviram para me questionar o porquê! Mas não o porquê das coisas e sim, 'meu Deus porquê, porquêêêê eu escolhi academia?!! Onde estava meu córtex pré-frontal?? (é onde ficam o tico e teco responsáveis pela tomada de decisões).

Depois desse ano inteiro de disciplinas e o término de relacionamento longo (sim, essas coisas sempre aparecem para ajudar, segundo a lei de Murphy), eu dei início à fase de experimentos. Colocar a mão na massa (até porque o comitê de ética só liberou o trabalho depois de 1 ano e 2 meses de curso...) Ou seja, restavam 10 meses para aprender como se cultiva células humanas (eu trabalhei na graduação com bactérias), testar protocolos de cultivo e diferenciação pra saber eram mesmo células tronco (tava achando que era fácil assim?! Não, não seu João!), executar os experimentos propriamente ditos, analisar os resultados, escrever, qualificar, corrigir, repetir os testes e defender. Ufa! É, seria pouco tempo pra tudo isso, mas fazer o quê? Se não for com emoção, não tem tanta graça. Mas como Murphy é bródi, ele me mostrou, faltando 6 meses para a defesa, que esse projeto com células tronco não iria dar certo (não, eu nããão estou de brincadeira!). Mudei. Sim, aliás, TIVE que mudar. Da água pro vinho. Afinal, ainda gastei mais dois meses e meio tentando ver se as coisas funcionariam, se daria certo ainda, em vão.

Bom, tinha ainda 3 meses pela frente. É, eu tinha... Qualifiquei dois meses depois com dados de análises computacionais relativos à genomas bacterianos (é claro, não gasta material, as células não morrem e o pior que pode acontecer é o computador parar de funcionar, mas eu sou espertinha e já fiz zilhões de backups! Aliás, eu sou uma latifundiária de gigabytes porque a minha fazenda já está com 660Gb de espaço!!). É como eu disse antes: eu tinha três meses. Agora só tenho mais dois dias pra entregar a versão final para a banca. E estou aqui, correndo, escrevendo, com enormes olheiras e estressando meu namorado, meu urso de pelúcia e meu violão. Coitados...

Mas honestamente, hoje eu olho pra trás, vejo o quanto eu vivi esses dois anos, o quanto eu aprendi e sinto que estou seguindo o caminho certo. Porque os buracos existem. De alguns a gente desvia, em outros a gente cai. O mais importante é saber recomeçar. Para alguns, isso acontece e eles ainda têm muito tempo. No meu caso, eu estou tendo pouco, mas mesmo assim, eu estou dando o melhor de mim, provando pra mim mesma que os limites estão apenas na minha cabeça.

E desejo a você um recomeço em cada dia que você viver. Seja nas pequenas coisas, ou nas grandes, seja em casa, ou fora dela. Que você encontre oportunidades para mudar, fazer o novo (ou refazer o velho). Que você encontre força para isso e que, quando o fizer, saiba que não existe ninguém que possa lhe julgar ou lhe impedir. Lembre-se sempre de que os limites quem faz é você, à medida que você traça seu caminho.


Aquarian21.

Sunday, February 24, 2008

Remember to smell your flowers...


Lá estava eu numa daquelas tardes ociosas no fim da semana, sem ter a menor idéia do que fazer da vida e pretendendo arrumar algo útil e interessante pra fazer. Quem sabe talvez arrumar meu ap? Nhéé... nem. Aliás, até agora está uma zona! Vou ver se o arrumo durante a semana.
Pois bem, tem períodos na vida que são complicados, meio assim, estranhos, sabe? Tem hora que a cabeça parece que vai explodir, dar um nó ou qualquer outra coisa parecida na qual os circuitos entram em pane total! E é nesse momento que as pequenas coisas da vida fazem a diferença. Totalmente. Na sexta cheguei super cansada depois de uma semana inteira tentando entender japanglish... Um pesquisador de Tóquio resolveu instalar uns dispositivos de radiação e eu fiquei responsável por auxiliá-lo. E o que isso tem a ver com a minha pesquisa? Nada, imagina... Nadinha meeesmo! Estava eu de orêia. Mas até que aprendi umas boas palavras e descobri que existe uma bebida feita do arroz que é mais forte que o saquê! Oba! hahahahha

Mas voltando as pequenas coisas boas e como elas fazem a diferença. Lá estava eu cansada que só e sem saco pra nada, quando ligam aqui no meu ap dizendo que uma encomenda tinha chegado pra mim. Eu logo desconfiei porque um grande sapo que mora do outro lado do mundo resolveu fazer o meu fim de semana feliz me mandando um livro! Sim, um sapo do oriente da Austrália que tá lá longe e que de vez em quando me liga pra coaxar um pouco e me fazer rir absurdos! Obrigada pelo livro, Saponildo do meu coração! :*

Outras pequenas coisas que fazem toda a diferença são os postais que recebo e que mando. É algo tão especial, tão mágico porque quando o postal chega, eu vejo aquelas letras feitas com todo o carinho, como se a pessoa pensasse em cada detalhe antes de enviar, dedicando um pouquinho do seu tempo na escrita e na ida aos correios. :) Não tem o que pague a sensação de receber uma carta ou um cartão que demonstre saudade e apreço. E assim que recebo, coloco-os no meu mural de forma bem visível para eu sempre me lembrar que as pessoas que amo estão comigo a todo tempo, nos meus olhos e no meu coração.

Meio emo esse post, mas paciência.
É preciso mostrar que o bom da vida está nas pequenas coisas e nos momentos em que você é capaz de olhar nos olhos dos outros e conseguir perceber que o amor está ali.

Um beijinho,
Carol

Wednesday, January 23, 2008

Bola pra frente!


Bom, farei uma pausa nos posts em inglês. Preciso estudar pro teste de nivelamento do francês. E o que tem a ver?! Ué, se eu começo a escrever em inglês (e por conseqüência, meu cérebro automaticamente faz o favor de apertar a tecla SAP), au revoir pro francês!
Um dia interessante que exemplifica bem a confusão que acontece na minha cabeça, ocorreu em uma das aulas de francês. Cheguei atrasada pra variar. O professor estava em meio a uma correção de exercícios. Abri apressadamente o livro, me aprontei o mais rápido que pude porque, de uma coisa eu sei, quem chega atrasado, acaba pagando por isso (na aula, é claro!).
Curiosamente, o professor pediu para que eu lesse em voz alta a frase Je suis en retard. Justamente eu: uma aluna de nível 1, atrasada e com os pensamentos no artigo em inglês que deveria estar totalmente compreendido para uma apresentação no dia seguinte. Retard em inglês é fácil de saber o significado, porque se parece com o português.
Eu neguei. De jeito nenhum que eu leio isso! Pensando até que "se pelo menos se tivesse algo relacionado com atraso ou qualquer coisa do tipo", mas je suis un retard era sacanagem demais do professor!! Ele tava me chamando de imbecil ou quê? (traduzindo pro japonês: bakanishiteru ne? - essa frase eu aprendi com uns amigos em Sampa hahaha). Resolvi ler logo o diabos da frase, mesmo contrariada. E dizendo logo depois que eu não era aquilo não! E o professor dizendo que sim, que eu era! E que sempre fui! Ah como eu fiquei brava!
Depois de muito tempo (muito mesmo), fui me tocar que retard é atraso. Ou seja, o real significado seria: estou atrasada.
Realmente, não dá pra misturar as duas coisas. ;)

Monday, December 24, 2007

Mensagem de Natal


"Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria dos erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que indispensável; além do pão, o trabalho; além do trabalho, a ação.

E quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar dentro de si mesmo a resposta e a força para sempre encontrar uma saída."


Texto atribuído a Gandhi

Um excelente Natal e que 2008 seja um ano repleto de bons acontecimentos!

Thursday, October 25, 2007

...and they told me I don't need to worry.



Voilà mes amis! :) There is a very nice video for those who enjoy music and comedy! I usually play guitar and I know that you can play a lot of different musics with the same chords repetition, just changing the beat.

The videos is a Rob Paravonian's one which talks about it. Just click here to see it and enjoy!



I see you in hell, Pachelbel!!!!

Sunday, October 21, 2007

Feelings

Why people are scared to show their true feelings?
Even if it's a good or a bad feeling.

Sunday, October 07, 2007

Way back into love


"I've been hiding all my hopes and dreams away, just in case I ever need them again someday. I've been setting aside time, to clear a little space in the corners of my mind!" (Way back into love - Movie: Music and Lyrics)

It's a nice movie to watch during an idle Sunday's afternoon eating popcorn.

In a few words, there are a lot of references to music and strong critical to actual pop "music". Cora Corman (Haley Bennet), who is a worse bizarre mixture of Avril Lavigne and Shakira, asks the stillborn 80's singer Alex Fletcher (charming Hugh Grant) to compose a hit and the lyricist, Sophie Fisher (Drew Barrymore) helps him.

Pour finir, you can see a funny Hugh Grant's hip shaking...

Enjoy it!

MUSIC & LYRICS, EUA 2006. DE MARC LAWRENCE. DREW BARRYMORE, HUGH GRANT, ANDREW WYATT. 104 MIN. MUSICANDLYRICS.WARNERBROS.COM. WARNER. COMEDY.


P.S.1: Luis, this is the post. I can understand a little Spanish, ok? But English is better :P :D

P.S.2: It rained here for 5 minutes! Almost a record!

Monday, October 01, 2007

I'm back, babe!

Voltando à ativa depois de meio século away from here. Sabe que eu até estou pensando escrever em inglês, até pra treinar. Mas ainda não me animo não. hahahaha

Ah, lembram da propaganda do Fiat Punto? Musiquinha safada que não sai da cabeça!

Shut your eyes (Shout out loud)

Say yes
Don’t say no
‘Cause I’m ready now
And I want to go
But if I cry cry cry, I won’t
So I die die die, I won’t
I want to know
Please say it isn’t so

It’s now
And we’re too late
There’s no time for a debate
But if you swear you’ll never leave
I promise you I will be
The one who stays there all along

So shut shut shut your eyes
It sounds so good right now
And it came as a big surprise

Stay true
And don’t give up
We’re only started now so please stay up
But if I’ll shout shout shout my name
You will always remember my name
I want to know
Please say it is so

So shut shut shut your eyes
It sounds so good right now
And it came as a big surprise

O link pro youtube!
http://www.youtube.com/watch?v=VBFa-OaF7KE

Sunday, August 13, 2006

Sobre o tempo

Após um mês e meio, cá estou para escrever mais alguma coisa. Ainda que sem inspiração com as palavras, comento algo sobre o tempo.

Esqueço-me de olhar as horas no relógio. É difícil viver num mundo governado por aqueles ponteiros que incessantemente rodam, rodam e rodam. Penso que durante o trabalho seja preciso ter alguma marcação temporal, mas a partir do momento que você se desinsere daquele contexto, não mais é necessário um relógio. Basta você observar a posição do sol para saber em qual momento do dia você se encontra.
Escravizar-se pelo tempo, em favor do tempo, não faz parte da minha rotina de lazer. O momento deve durar o necessário para que você se satisfaça e sinta que bastou. O seu corpo já tem um relógio natural.
Olhe para o céu, para as pessoas que andam apressadas; sinta como o cheiro do tempo faz algumas pessoas perderem o controle. No nosso mundo, o tempo domina.

Thursday, June 29, 2006

Sobre a vida

Eu questiono os objetivos que traçamos na vida. Penso que as atitudes fazem o momento presente e o momento futuro.
E observo as pessoas nas filas das lanchonetes nas praças de alimentação de um shopping, ou ainda, durante o momento de decisão com relação ao local no qual elas irão comer. Umas vão direto à loja, como se o local já estivesse pré-definido. Outras olham, olham, olham e mesmo assim ficam perdidas, seja pela quantidade de opções, seja pela indecisão de não saber o que comer. Ainda têm aqueles que apenas olham, como se não vissem nada e simplesmente vão embora.
E as coisas são assim.
Você realmente só vai saber depois que a comida estiver na sua frente.

Olá.

Começo um novo blog;
Preciso colocar meus pensamentos aqui porque eles querem muito sair da minha cabeça.