Às vezes é bom parar um pouco o que se está fazendo e prestar atenção ao redor. Muitos dos grandes problemas poderiam ser evitados se pequenas atitudes que realmente fazem a diferença fossem tomadas.
Eu, como todo bom aquariano, penso sempre que o futuro é logo ali. E o futuro é o conjunto das pequenas atitudes que você toma no presente. Por mais que elas não tenham efeito imediato, o efeito cumulativo pode ser observado facilmente dado um tempo.
Wednesday, March 25, 2009
Wednesday, February 11, 2009
Mestrado
Sempre ouvi falar que o mestrado gera traumas. Eu pensava que nem tanto, mas gera sim. Ainda mais quando as coisas não dão certo.
Quando saímos da graduação, existem vários caminhos para seguir (embora as pessoas continuem achando que as oportunidade são poucas). No meu caso, escolhi fazer mestrado, ou seja, entrar num caminho tortuoso que no final (teoricamente) me faria sentir um pouco mais cientista (Será?). Logo que passei na prova (o que foi um problema, mas essa é outra história), acabei sendo agraciada com uma bolsa de pouco mais de mil reais. Ora, até então eu tinha nas costas 24 anos de idade e 19 anos de estudo. A partir dali seriam mais dois anos, fazendo com que meu estudo, ao final do mestrado se tornasse, por direito, maior de idade e tivesse sua independência consagrada pela Constituição Brasileira (eu, particularmente, continuava dependente dos meus pais...).
Mesmo sabendo disso, decidi embarcar num projeto que parecia ao mesmo tempo audacioso e ultra-moderno. Encarei as células-tronco humanas de frente, sem medo de tomar uma chinelada depois. Passei um ano cursando disciplinas (algumas serviram para me questionar o porquê! Mas não o porquê das coisas e sim, 'meu Deus porquê, porquêêêê eu escolhi academia?!! Onde estava meu córtex pré-frontal?? (é onde ficam o tico e teco responsáveis pela tomada de decisões).
Depois desse ano inteiro de disciplinas e o término de relacionamento longo (sim, essas coisas sempre aparecem para ajudar, segundo a lei de Murphy), eu dei início à fase de experimentos. Colocar a mão na massa (até porque o comitê de ética só liberou o trabalho depois de 1 ano e 2 meses de curso...) Ou seja, restavam 10 meses para aprender como se cultiva células humanas (eu trabalhei na graduação com bactérias), testar protocolos de cultivo e diferenciação pra saber eram mesmo células tronco (tava achando que era fácil assim?! Não, não seu João!), executar os experimentos propriamente ditos, analisar os resultados, escrever, qualificar, corrigir, repetir os testes e defender. Ufa! É, seria pouco tempo pra tudo isso, mas fazer o quê? Se não for com emoção, não tem tanta graça. Mas como Murphy é bródi, ele me mostrou, faltando 6 meses para a defesa, que esse projeto com células tronco não iria dar certo (não, eu nããão estou de brincadeira!). Mudei. Sim, aliás, TIVE que mudar. Da água pro vinho. Afinal, ainda gastei mais dois meses e meio tentando ver se as coisas funcionariam, se daria certo ainda, em vão.
Bom, tinha ainda 3 meses pela frente. É, eu tinha... Qualifiquei dois meses depois com dados de análises computacionais relativos à genomas bacterianos (é claro, não gasta material, as células não morrem e o pior que pode acontecer é o computador parar de funcionar, mas eu sou espertinha e já fiz zilhões de backups! Aliás, eu sou uma latifundiária de gigabytes porque a minha fazenda já está com 660Gb de espaço!!). É como eu disse antes: eu tinha três meses. Agora só tenho mais dois dias pra entregar a versão final para a banca. E estou aqui, correndo, escrevendo, com enormes olheiras e estressando meu namorado, meu urso de pelúcia e meu violão. Coitados...
Mas honestamente, hoje eu olho pra trás, vejo o quanto eu vivi esses dois anos, o quanto eu aprendi e sinto que estou seguindo o caminho certo. Porque os buracos existem. De alguns a gente desvia, em outros a gente cai. O mais importante é saber recomeçar. Para alguns, isso acontece e eles ainda têm muito tempo. No meu caso, eu estou tendo pouco, mas mesmo assim, eu estou dando o melhor de mim, provando pra mim mesma que os limites estão apenas na minha cabeça.
E desejo a você um recomeço em cada dia que você viver. Seja nas pequenas coisas, ou nas grandes, seja em casa, ou fora dela. Que você encontre oportunidades para mudar, fazer o novo (ou refazer o velho). Que você encontre força para isso e que, quando o fizer, saiba que não existe ninguém que possa lhe julgar ou lhe impedir. Lembre-se sempre de que os limites quem faz é você, à medida que você traça seu caminho.
Aquarian21.
Quando saímos da graduação, existem vários caminhos para seguir (embora as pessoas continuem achando que as oportunidade são poucas). No meu caso, escolhi fazer mestrado, ou seja, entrar num caminho tortuoso que no final (teoricamente) me faria sentir um pouco mais cientista (Será?). Logo que passei na prova (o que foi um problema, mas essa é outra história), acabei sendo agraciada com uma bolsa de pouco mais de mil reais. Ora, até então eu tinha nas costas 24 anos de idade e 19 anos de estudo. A partir dali seriam mais dois anos, fazendo com que meu estudo, ao final do mestrado se tornasse, por direito, maior de idade e tivesse sua independência consagrada pela Constituição Brasileira (eu, particularmente, continuava dependente dos meus pais...).
Mesmo sabendo disso, decidi embarcar num projeto que parecia ao mesmo tempo audacioso e ultra-moderno. Encarei as células-tronco humanas de frente, sem medo de tomar uma chinelada depois. Passei um ano cursando disciplinas (algumas serviram para me questionar o porquê! Mas não o porquê das coisas e sim, 'meu Deus porquê, porquêêêê eu escolhi academia?!! Onde estava meu córtex pré-frontal?? (é onde ficam o tico e teco responsáveis pela tomada de decisões).
Depois desse ano inteiro de disciplinas e o término de relacionamento longo (sim, essas coisas sempre aparecem para ajudar, segundo a lei de Murphy), eu dei início à fase de experimentos. Colocar a mão na massa (até porque o comitê de ética só liberou o trabalho depois de 1 ano e 2 meses de curso...) Ou seja, restavam 10 meses para aprender como se cultiva células humanas (eu trabalhei na graduação com bactérias), testar protocolos de cultivo e diferenciação pra saber eram mesmo células tronco (tava achando que era fácil assim?! Não, não seu João!), executar os experimentos propriamente ditos, analisar os resultados, escrever, qualificar, corrigir, repetir os testes e defender. Ufa! É, seria pouco tempo pra tudo isso, mas fazer o quê? Se não for com emoção, não tem tanta graça. Mas como Murphy é bródi, ele me mostrou, faltando 6 meses para a defesa, que esse projeto com células tronco não iria dar certo (não, eu nããão estou de brincadeira!). Mudei. Sim, aliás, TIVE que mudar. Da água pro vinho. Afinal, ainda gastei mais dois meses e meio tentando ver se as coisas funcionariam, se daria certo ainda, em vão.
Bom, tinha ainda 3 meses pela frente. É, eu tinha... Qualifiquei dois meses depois com dados de análises computacionais relativos à genomas bacterianos (é claro, não gasta material, as células não morrem e o pior que pode acontecer é o computador parar de funcionar, mas eu sou espertinha e já fiz zilhões de backups! Aliás, eu sou uma latifundiária de gigabytes porque a minha fazenda já está com 660Gb de espaço!!). É como eu disse antes: eu tinha três meses. Agora só tenho mais dois dias pra entregar a versão final para a banca. E estou aqui, correndo, escrevendo, com enormes olheiras e estressando meu namorado, meu urso de pelúcia e meu violão. Coitados...
Mas honestamente, hoje eu olho pra trás, vejo o quanto eu vivi esses dois anos, o quanto eu aprendi e sinto que estou seguindo o caminho certo. Porque os buracos existem. De alguns a gente desvia, em outros a gente cai. O mais importante é saber recomeçar. Para alguns, isso acontece e eles ainda têm muito tempo. No meu caso, eu estou tendo pouco, mas mesmo assim, eu estou dando o melhor de mim, provando pra mim mesma que os limites estão apenas na minha cabeça.
E desejo a você um recomeço em cada dia que você viver. Seja nas pequenas coisas, ou nas grandes, seja em casa, ou fora dela. Que você encontre oportunidades para mudar, fazer o novo (ou refazer o velho). Que você encontre força para isso e que, quando o fizer, saiba que não existe ninguém que possa lhe julgar ou lhe impedir. Lembre-se sempre de que os limites quem faz é você, à medida que você traça seu caminho.
Aquarian21.
Sunday, February 24, 2008
Remember to smell your flowers...

Lá estava eu numa daquelas tardes ociosas no fim da semana, sem ter a menor idéia do que fazer da vida e pretendendo arrumar algo útil e interessante pra fazer. Quem sabe talvez arrumar meu ap? Nhéé... nem. Aliás, até agora está uma zona! Vou ver se o arrumo durante a semana.
Pois bem, tem períodos na vida que são complicados, meio assim, estranhos, sabe? Tem hora que a cabeça parece que vai explodir, dar um nó ou qualquer outra coisa parecida na qual os circuitos entram em pane total! E é nesse momento que as pequenas coisas da vida fazem a diferença. Totalmente. Na sexta cheguei super cansada depois de uma semana inteira tentando entender japanglish... Um pesquisador de Tóquio resolveu instalar uns dispositivos de radiação e eu fiquei responsável por auxiliá-lo. E o que isso tem a ver com a minha pesquisa? Nada, imagina... Nadinha meeesmo! Estava eu de orêia. Mas até que aprendi umas boas palavras e descobri que existe uma bebida feita do arroz que é mais forte que o saquê! Oba! hahahahha
Mas voltando as pequenas coisas boas e como elas fazem a diferença. Lá estava eu cansada que só e sem saco pra nada, quando ligam aqui no meu ap dizendo que uma encomenda tinha chegado pra mim. Eu logo desconfiei porque um grande sapo que mora do outro lado do mundo resolveu fazer o meu fim de semana feliz me mandando um livro! Sim, um sapo do oriente da Austrália que tá lá longe e que de vez em quando me liga pra coaxar um pouco e me fazer rir absurdos! Obrigada pelo livro, Saponildo do meu coração! :*
Outras pequenas coisas que fazem toda a diferença são os postais que recebo e que mando. É algo tão especial, tão mágico porque quando o postal chega, eu vejo aquelas letras feitas com todo o carinho, como se a pessoa pensasse em cada detalhe antes de enviar, dedicando um pouquinho do seu tempo na escrita e na ida aos correios. :) Não tem o que pague a sensação de receber uma carta ou um cartão que demonstre saudade e apreço. E assim que recebo, coloco-os no meu mural de forma bem visível para eu sempre me lembrar que as pessoas que amo estão comigo a todo tempo, nos meus olhos e no meu coração.
Meio emo esse post, mas paciência.
É preciso mostrar que o bom da vida está nas pequenas coisas e nos momentos em que você é capaz de olhar nos olhos dos outros e conseguir perceber que o amor está ali.
Um beijinho,
Carol
Wednesday, January 23, 2008
Bola pra frente!

Bom, farei uma pausa nos posts em inglês. Preciso estudar pro teste de nivelamento do francês. E o que tem a ver?! Ué, se eu começo a escrever em inglês (e por conseqüência, meu cérebro automaticamente faz o favor de apertar a tecla SAP), au revoir pro francês!
Um dia interessante que exemplifica bem a confusão que acontece na minha cabeça, ocorreu em uma das aulas de francês. Cheguei atrasada pra variar. O professor estava em meio a uma correção de exercícios. Abri apressadamente o livro, me aprontei o mais rápido que pude porque, de uma coisa eu sei, quem chega atrasado, acaba pagando por isso (na aula, é claro!).
Curiosamente, o professor pediu para que eu lesse em voz alta a frase Je suis en retard. Justamente eu: uma aluna de nível 1, atrasada e com os pensamentos no artigo em inglês que deveria estar totalmente compreendido para uma apresentação no dia seguinte. Retard em inglês é fácil de saber o significado, porque se parece com o português.
Eu neguei. De jeito nenhum que eu leio isso! Pensando até que "se pelo menos se tivesse algo relacionado com atraso ou qualquer coisa do tipo", mas je suis un retard era sacanagem demais do professor!! Ele tava me chamando de imbecil ou quê? (traduzindo pro japonês: bakanishiteru ne? - essa frase eu aprendi com uns amigos em Sampa hahaha). Resolvi ler logo o diabos da frase, mesmo contrariada. E dizendo logo depois que eu não era aquilo não! E o professor dizendo que sim, que eu era! E que sempre fui! Ah como eu fiquei brava!
Depois de muito tempo (muito mesmo), fui me tocar que retard é atraso. Ou seja, o real significado seria: estou atrasada.
Realmente, não dá pra misturar as duas coisas. ;)
Monday, December 24, 2007
Mensagem de Natal
"Se eu pudesse deixar algum presente para você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria dos erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. A capacidade de escolher novos rumos.
Deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que indispensável; além do pão, o trabalho; além do trabalho, a ação.
E quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar dentro de si mesmo a resposta e a força para sempre encontrar uma saída."
Texto atribuído a Gandhi
Um excelente Natal e que 2008 seja um ano repleto de bons acontecimentos!
Thursday, October 25, 2007
...and they told me I don't need to worry.
Voilà mes amis! :) There is a very nice video for those who enjoy music and comedy! I usually play guitar and I know that you can play a lot of different musics with the same chords repetition, just changing the beat.
The videos is a Rob Paravonian's one which talks about it. Just click here to see it and enjoy!
I see you in hell, Pachelbel!!!!
Sunday, October 21, 2007
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